sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Saussurianismo (séc. XX)

Rompendo com os modelos anteriores, surge Ferdinand Saussure (o pai da linguística), aquele do CLG (Curso de Linguística Geral).

Saussure se torna famoso por suas dicotomias:

Langue e Parole
Diacronia e Sincronia
Sintagma e Paradigma

Além das noções de valor e as noções que vem integradas ao signo: arbitrariedade do signo, linearidade do signo, mutabilidade e imutabilidade.


Ler em: Curso de Linguística Geral (vulgo bíblia da linguística)



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

As escolas

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Antes do Saussirianismo, havia duas escolas no meio lingüístico: a Gramática Geral e a Linguística Histórica.

Gramática Geral

O percussor da Gramática Geral foi Port-Royal, antes deste não havia um estudo sistematizado sobre a linguagem, pois ela era vista como simples ferramenta usada para compreender a literatura e a filosofia.
A linguagem a partir de então, passou a ser considerada uma espécie de espelho do pensando. Tinha como noção de frase: sujeito + predicado (nominal e verbal). Além disso, era baseada na lógica matemática e tudo que fugisse dessa lógica não era considerado linguagem.
Ler: Eco, Umberto. A busca da língua perfeita. Tradução de Antonio Angonese. Bauru: Edusc, 2001, 458 pp.


Linguística Histórica

Como em tudo na história, há sempre algo que surge a fim de contrariar algo, com a linguística não foi diferente.
Logo após (no século XIX), surge uma nova escola para questionar a Gramática Geral: a Linguística Histórica.
Mas diferentemente dessa que nós já conhecemos, essa nova escola se dividiu em comparatismo e neogramáticos.

A gramática comparada

Faz analogia ao Sânscrito e a maioria das línguas européias (antigas e modernas), onde afirma que entre essas línguas há não somente semelhanças, mas principalmente parentescos.
Estabelecem correspondências entre as línguas (qualquer que seja sua distância no tempo) procurando um elemento X de uma época que ocupa o lugar do elemento X da outra.
Tese do declínio das línguas: A língua não era considerada como um meio, mas um fim: o espírito humano moldava-se como uma obra de arte, em que procurava representar-se a si mesmo.
As línguas tiveram de assumir três formas principais que aparecem numa classificação baseada em sua estrutura interna:

Isolantes: As línguas foram isolantes, eram inalisáveis, ou seja, não se podia distinguir os elementos lexicais dos gramaticais.

Aglutinantes: Comportam palavras lexicais e gramaticais, mas sem regras precisas para a formação das palavras.

Flexionais: Regras precisas comandavam a organização interna das palavras.

Os Neogramáticos

Para a escola dos Neogramáticos, as línguas se modificam por conta de sua organização interna. Para eles não há outra explicação para as mudanças da língua, senão a história. Assim, ela pode ser caracterizada como: explicativa e histórico-comparativa.
Sendo assim, eles defendem que as modificações da língua se devem às mudanças históricas, dessa forma.

Surge então, Ferdinand Saussure com o estruturalismo, mas essa é uma conversa para outro por do sol...



terça-feira, 17 de agosto de 2010

Comunicação animal e linguagem humana

Segundo o texto: Comunicação animal e linguagem humana in "Problemas de Linguística Geral, Vol. I" - Benveniste, Émile (Cia. Editora Nacional, SP), discutimos a comunicação animal vista como linguagem, de forma que os animais, não possuem mesmo que de forma rudimentar um modo de expressão que tenha os caracteres e as funções da linguagem humana, as condições fundamentais de uma comunicação propriamente linguística parecem faltar no mundo dos animais.
Assim, Karl Von Frish, observou a comunicação de um grupo especifico: as abelhas. Desse modo, ele constatou um código que as abelhas têm para anunciar o local que foi encontrado alimento.

O código das abelhas


Diferentemente do humanos, o canal de comunicação usado pelas abelhas é a dança, onde o ato de dançar em círculos anunciaria o néctar e a dança em forma de 8, o pólen.
Observa-se assim, que a tal dança feita pelas abelhas tem um único objetivo: informar sobre o alimento.
Já o meio de comunicação humano pode ter vários focos diferentes.


Bom, por hoje é só pessoal! =)



Uma breve introdução...


Logo de inicio, eu vou começar esclarecendo uma típica dúvida: O que é linguística?
Pois bem, linguística é basicamente a ciência da linguagem que visa o estudo de toda e qualquer manifestação linguística, como divisões dialetais, por exemplo.
 E ao contrário do que muitos pensam, quem a estuda não é necessariamente um poliglota, e sim um entendedor da língua. Desse modo, o linguista é capaz de compreender o funcionamento, a função e a origem da linguagem de modo geral.
Assim, como toda ciência, está também tem suas divisões de estudo, entre eles está presente a Epistemologia da Linguística. Tudo bem, agora complicou, mas eu vou explicar:
A epistemologia consiste no ramo que estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento, em outras palavras, se trata do estudo aprofundado da linguística visando entender suas correntes no decorrer da história.
Foi então criado esse blog com a finalidade de repassar os conhecimentos adquiridos na matéria em questão ministrada pelo Profº Dr. Baronas na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Espero que gostem e tirem proveito de tudo que for dito aqui.
Até a próxima! =)