Antes do Saussirianismo, havia duas escolas no meio lingüístico: a Gramática Geral e a Linguística Histórica.
Gramática Geral
O percussor da Gramática Geral foi Port-Royal, antes deste não havia um estudo sistematizado sobre a linguagem, pois ela era vista como simples ferramenta usada para compreender a literatura e a filosofia.
A linguagem a partir de então, passou a ser considerada uma espécie de espelho do pensando. Tinha como noção de frase: sujeito + predicado (nominal e verbal). Além disso, era baseada na lógica matemática e tudo que fugisse dessa lógica não era considerado linguagem.
Ler: Eco, Umberto. A busca da língua perfeita. Tradução de Antonio Angonese. Bauru: Edusc, 2001, 458 pp.
Linguística Histórica
Como em tudo na história, há sempre algo que surge a fim de contrariar algo, com a linguística não foi diferente.
Logo após (no século XIX), surge uma nova escola para questionar a Gramática Geral: a Linguística Histórica.
Mas diferentemente dessa que nós já conhecemos, essa nova escola se dividiu em comparatismo e neogramáticos.
A gramática comparada
Faz analogia ao Sânscrito e a maioria das línguas européias (antigas e modernas), onde afirma que entre essas línguas há não somente semelhanças, mas principalmente parentescos.
Estabelecem correspondências entre as línguas (qualquer que seja sua distância no tempo) procurando um elemento X de uma época que ocupa o lugar do elemento X da outra.
Tese do declínio das línguas: A língua não era considerada como um meio, mas um fim: o espírito humano moldava-se como uma obra de arte, em que procurava representar-se a si mesmo.
As línguas tiveram de assumir três formas principais que aparecem numa classificação baseada em sua estrutura interna:
Isolantes: As línguas foram isolantes, eram inalisáveis, ou seja, não se podia distinguir os elementos lexicais dos gramaticais.
Aglutinantes: Comportam palavras lexicais e gramaticais, mas sem regras precisas para a formação das palavras.
Flexionais: Regras precisas comandavam a organização interna das palavras.
Os Neogramáticos
Para a escola dos Neogramáticos, as línguas se modificam por conta de sua organização interna. Para eles não há outra explicação para as mudanças da língua, senão a história. Assim, ela pode ser caracterizada como: explicativa e histórico-comparativa.
Sendo assim, eles defendem que as modificações da língua se devem às mudanças históricas, dessa forma.
Surge então, Ferdinand Saussure com o estruturalismo, mas essa é uma conversa para outro por do sol...